quinta-feira, 3 de julho de 2014

Berserkers

Cordiais saudações amantes da noite. Estamos de volta trazendo algumas postagens que nos foram pedidas recentemente. Como temos alguns assuntos no blog relacionados a série televisiva Teen Wolf me pediram uma postagem sobre o mais recente problema enfrentado na série, os Berserkers.

Mas afinal de contas o que são berserkers? Guerreiros de grande valor ou assassinos profissionais e altamente raivosos? Irei explicar agora.

Os Vikings foram os mais famosos guerreiros da Idade Média. Famosos por suas empreitadas pelo mar, seja atacando vilas e mosteiros pela Europa ou navegando para fins pacíficos de comércio ou colonização em outras partes do mundo. No tocante à guerra, além de seu conhecido navio (popularmente chamado de drakkar, dragão), uma arma tecnológica que lhes concedeu vantagem sobre os outros povos, os especialistas acreditam que eles tiveram outro importante elemento que explicaria seu imenso sucesso nas batalhas. Trata-se dos guerreiros de elite conhecidos pela designação de berserker.

Existem duas explicação atuais para este nome. A mais coerente diz que seria “camisa de urso” (do nórdico bear), e a outra “sem camisa” (do nórdico bare). Seja como for, talvez as duas possam ter coerência mútua. A ligação com o urso provém do simbolismo e da importância deste animal para as tribos de origem germânica, desde a antiguidade, já que o animal para eles era a própria personificação de força e fúria. E a segunda explicação, sem camisa, refere-se ao fato dos berserkers não usarem nenhuma proteção nas batalhas, como veremos a seguir.
A principal característica dos berserkers seria sua fúria incontrolável e assassina. Muito antes dos Vikings, um cronista latino chamado Tácito já se referia a guerreiros entre os germanos que possuíam estas características, que aliás, eram muito louvadas por sociedades que dependiam totalmente da guerra para sobreviver.

Desde o século 18 os estudiosos tentam explicar esse comportamento frenético dos berserkers. Uma das mais populares, principalmente após os anos 1960, era a de que utilizavam alucinógenos (o cogumelo Fly acaris, por exemplo, comum entre os xamãs da Lapônia) ou bebidas alcoólicas. Testes químicos e experimentos com voluntários reproduzindo situações de batalha concluíram que os efeitos colaterais derivados da ingestão destes produtos (náuseas, vômitos, tonturas), em vez de ajudar, acabaram prejudicando as ações humanas. Atualmente, portanto, são teorias descartadas.

Mas afinal, o que ocasionava o furor destes soldados medievais? As respostas vieram principalmente de duas explicações, relacionadas entre si. A primeira é relacionada ao culto do antigo deus Odin. Segundo o cronista islandês Snorri Sturluson, os berserkers eram devotados fiéis à esta divindade. Seria, portanto, a sua fé em um deus xamânico, que privilegia a magia, o êxtase e a metamorfose humana em animais, que explicaria esse comportamento: “os homens de Odin avançam para as frentes sem armaduras, onde tão loucos como cachorros ou lobos, mordem seus escudos, e são tão fortes quanto ursos ou bois selvagens e matam pessoas com um golpe, mas nem o ferro nem o fogo os detém”, na famosa descrição de Snorri da Saga dos Ynglingos (escrita no século 13 d.C.). Escolhendo como totem pessoal o urso ou lobo, estes guerreiros cultuariam a Odin através de danças e rituais portando máscaras animais e armamentos. Várias placas-amuletos encontradas na Escandinávia mostram cenas de homens vestindo peles (inclusive cabeças de lobo) e dançando numa espécie de êxtase. Outra fonte, escrita pelo imperador bizantino Constantino II, descreve uma “dança gótica” de soldados com peles e máscaras animais, realizada por membros da guarda varangiana. Esta tropa consistia de mercenários suecos que prestavam serviço em Constantinopla.

A teoria da possessão espiritual também encontra eco em outras fontes literárias da Escandinávia. Na Saga dos Volsungos, de caráter lendário, o pai do famoso herói Sigurd (o Siegfried alemão), Sigmund e seu outro filho Sinflioti, em dado momento da narrativa agem como lobos, habitando uma floresta e até assassinando pessoas. Isso parece coincidir com o comportamento do guerreiro Bovdar Bjarki (descrito na Saga de Hrolf), que trabalhava para o rei Kraki da Dinamarca. Quando ele saia para o campo de batalha, transformava-se em um imenso urso, enquanto sua forma humana ficava em casa e parecia dormir. Isso está relacionado ao hamr (alma, forma) e a fylgja (forma espiritual que acompanha cada humano). Na religiosidade Viking, a hamr de um ser humano poderia se transformar em um animal e também estava relacionada à crença nos lobisomens (hamrammr, homens que viram lobos).

A segunda explicação para o frenesi dos berserkers e em consequência, no seu sucesso perante as batalhas, advém de causas puramente psicológicas. O pesquisador Peter Woodward, no programa Conquista da BBC, testou essa teoria. Em primeiro lugar, o tipo de equipamento mais usado por estes guerreiros era o machado, uma arma somente de ataque e sem defesa operacional, como a espada. Um soldado na frente de batalha, sem nenhum tipo de proteção (armadura ou escudo), gritando, urrando, dançando e atirando o próprio corpo contra os inimigos sem nenhum medo, causa um efeito psicológico devastador: é a agressão em estado puro, terrivelmente assustadora. Esse estilo suicida extremista fez os berserkers entrarem para a história da guerra.

Até agora só examinamos estes guerreiros no campo de batalha. Mas e na sociedade Viking? Qual o seu papel? Por um lado, eles eram admirados e muito requisitados. Faziam parte da guarda real de muitos reinos da Escandinávia e até de tropas de elite no exterior, como foi o caso de Bizâncio, como já comentamos ou na atual Rússia. Todas as expedições de pirataria ou em exércitos com formações maiores, contavam com grupos de berserkers, prontos para a ação. Para o referencial da elite aristocrática, eles eram muito valorosos e necessários, atingindo um status privilegiado na sociedade. Mas para o camponês, o pequeno proprietário ou fazendeiro do tempo da Escandinávia Viking, eles representavam coisas muito ruins. Loucos, agressivos, perigosos, com excessos sexuais, enfim, vários elementos presentes nas Sagas mostram esse outro lado que encontravam na sociedade. Por serem psicologicamente instáveis, muitas vezes eram de poucas amizades, em outras ocasiões eram banidos das pequenas comunidades, especialmente após cometerem assassinatos. Um caso exemplar é o relatado na Saga de Egil Skallagrímsson. Vindo de uma família de berserkers (o pai: Skallagrím, careca feia, e o avô, Kveldi-Úlf, lobo do entardecer), Egil acabou tendo uma vida muito violenta. Em certa ocasião, já em sua casa e sem nenhum motivo aparente, foi tomado por um frenesi descontrolado, matando a criada após atacar o filho. Percebemos, então, que os berserkers ficavam possessos não somente em batalhas, sendo temidos também pelos próprios Vikings.

Estes intrépidos guerreiros deixaram seu legado para a história, sendo hoje um nome associado ao furor no inglês moderno (berserk) e integrante de romances, jogos de vídeo game, quadrinhos e desenhos japoneses, além de várias produções cinematográficas. Alguns destes filmes são a comédia Erik, o Viking, onde o ator Tim McInnemy interpreta o humorado e alucinado Sven, ou a produção Berserker, ainda inédita no Brasil. Os Vikings certamente ainda irão proporcionar muitos momentos de inspiração para a arte e o imaginário. 

O culto a Odin


Odin foi a principal divindade dos guerreiros e aristocratas, sendo um deus da poesia, da morte, das batalhas e da magia. Perdeu um dos olhos para obter mais conhecimento mágico. Andava sempre com dois lobos e dois corvos ao seu lado, além de sua lança Gungnir. Um dos rituais para Odin envolvia periodicamente a imolação de prisioneiros de guerra, geralmente enforcados (em referência a seu auto-sacrifício na árvore Yggdrasill) ou espetados com lanças. O principal local de seu culto parece ter sido a ilha de Gotland, no báltico sueco, com centenas de estelas funerárias representando símbolos e imagens relacionados ao Valhala, além de esculturas reproduzindo Odin em seu cavalo Sleipnir. O seu nome também estava associado ao furor no nórdico quanto no germânico antigo e somado ao fato da crença de que os melhores que morressem em batalha iriam servir a Odin em seu palácio, explica tanto a devoção quanto o frenesi nas guerras.

Técnicas de guerra entre os Vikings

 

As táticas militares utilizadas normalmente em unidades pequenas (a exemplo do “partindo como um Viking”, os ataques surpresas pelo mar), previam o uso da oportunidade e detalhado conhecimento sobre o inimigo. Uma empreitada bem sucedida requeria boa inteligência, segurança e coragem. A estratégia da guerrilha, desta maneira, foi utilizada com eficiência pelos Vikings em situações que envolviam poucas pessoas. Segundo o historiador Paddy Griffith, as chaves do sucesso para operações nórdicas teriam sido: operações com escassos feridos no ataque, mobilidade e rapidez na sua execução e armamento.

Podemos deduzir então que berserkers são assassinos letais e extremamente fortes. Sua loucura em batalhas é sua principal arma e o que os diferencia de todos os outros guerreiros de sua época.

sábado, 26 de abril de 2014

Necrononcmicon - O Livro dos Mortos

Com certeza muitos já ouviram falar da lenda do livro escrito a sangue humano que continha em suas páginas segredos diversos para realização dos mais sombrios desejos como imortalidade, geração de filhos, trazer a vida pessoas que já se foram, dentre outros. Mas tudo isso a que preço?

Lembremos também que tudo que não tem ou faz parte do ciclo natural de vida é considerado sobrenatural e pode ter causas muito assustadoras para quem se valer desses privilégios.

O Necronomicon (O Livro dos Mortos) foi escrito em Damasco, por volta de 730 d.C., tendo sua total autoria a Abdul Alhazred. Ao contrário do que se pensa vulgarmente, não se trata de um grimório, livro mágico de encantos, mas de um livro de histórias. Escrito em sete volumes no original, chegou à cerca de 900 páginas na edição latina, e seu conteúdo dizia respeito à coisas antigas, supostas civilizações anteriores à raça humana, numa narrativa obscura e quase ilegível.

Abdul Alhazred nasceu em Sanaa, no Iêmen, tendo feito várias viagens em busca de conhecimento, dominando vários idiomas, vagou da Alexandria ao Pundjab, na Índia, e passou muitos anos no deserto despovoado ao sul da Arábia. Embora conhecido como árabe louco, nada há que comprove sua insanidade, muito embora sua prosa não fosse de modo algum coerente. Alhazred era um excelente tradutor, dedicando-se a explorar os segredos do passado, mas também era um poeta, o que lhe permitia certas extravagâncias na hora de escrever, além do caráter dispersivo. Talvez isso explique a alinearidade do Necronomicon.

Alhazred era familiarizado com os trabalhos do filósofo grego Proclos, sendo considerado, como ele, um neo-platônico. Seu conhecimento, como o de seu mestre, incluia matemática, filosofia, astronomia, além de ciências metafísicas baseadas na cultura pré-cristã de egípcios e caldeus. Durante seus estudos, costumava acender um incenso feito da mistura de diversas ervas, entre elas o ópio e o haxixe. As emanações desse incenso, segundo diziam, ajudavam a "clarear" o passado.

Ao que se sabe, não existe mais nem um manuscrito em árabe do Necronomicon, o xá da antiga Pérsia (atual Irã) levou à cabo uma busca na Índia, no Egito e na biblioteca da cidade santa de Mecca, mas nada encontrou. No entanto, uma tradução latina foi feita em 1487 por um padre dominicano chamado Olaus Wormius, alemão de nascença, que era secretário do inquisidor-mor da Espanha, Miguel Tomás de Torquemada, e é provável que tenha obtido o manuscrito durante a perseguição aos mouros. O Necronomicon deve ter exercido grande fascínio sobre Wormius, para levá-1o a arriscar -se em traduzi-lo numa época e lugar tão perigosos. Ele enviou uma cópia do livro a João Tritêmius, abade de Spanhein, acompanhada de uma carta onde se lia uma versão blasfema de certas passagens do Livro de Gênese. Sua ousadia custou-lhe caro. Wormius foi acusado de heresia e queimado numa fogueira, juntamente com todas as cópias de sua tradução. Mas, segundo especulações, ao menos uma cópia teria sido conservada, estando guardada na biblioteca do Vaticano.



Alhazred não inventou a história do Necronomicon. Ele elaborou antigas tradições, inclusive o Apocalipse de São João, apenas invertendo o final (a Besta triunfa, e seu número é 666). A ideia de que os "antigos" acasalaram com os humanos, buscando passar seus conhecimentos para o nosso plano de existência e gerando uma raça de aberrações, casa com a tradição judaica dos nephilins (os gigantes de Gênese 6.2-6.5). A palavra árabe para "antigo" deriva do verbo hebreu para "cair"(os anjos caídos). Mas o Gênese é só um fragmento de uma tradição maior, que se completa, em parte, no Livro de Enoch. De acordo com esta fonte, um grupo de anjos guardiões enviados para observar a Terra viu as filhas dos homens e as desejou. Duzentos desses guardiões formaram um pacto, saltando dos ares e tomando as mulheres humanas como suas esposas, gerando uma raça de gigantes que logo se pôs a pecar contra a natureza, caçando aves, répteis e peixes e todas as bestas da Terra, comendo a carne e bebendo o sangue uns dos outros. Os anjos caídos lhes ensinaram como fazer joias, armas de guerra, cosméticos, encantos, astrologia e outros segredos. O dilúvio seria a consequência das relações entre os anjos e os humanos, uma forma de limpar o mundo dessa raça impura.

É inegável que o sistema enoquiano de Dee e Kelley estava diretamente inspirado em partes do Necronomicon, onde há técnicas de Alhazred para a invocação dos "antigos". Embora o Necronomicon fosse basicamente um livro de histórias, haviam alguns detalhes práticos e fórmulas que funcionavam quase como um guia passo a passo para o iniciado entrar em contato com os seres sobre-humanos. Dee e Kelley tiveram que preencher muitas lacunas, sendo a linguagem enochiana um híbrido que reúne, basicamente, um alfabeto de 21 letras, dezenove "chaves" (invocações) em linguagem enoquiana, mais de l00 quadros mágicos compostos de até 240 caracteres além de grande quantidade de conhecimento oculto. É improvável que esse material lhes tivesse sido realmente passado pelo arcanjo Uriel.

O Necronomicon de Alhazred trata de especulações antes do grande dilúvio, sendo sua fonte provável o Gênese bíblico e o Livro de Enoch, além de mitologia antiga. Segundo Alhazred, muitas espécies além do gênero humano tinham habitado a Terra, vindas de outras esferas e do além. Alhazred compartilhou da visão de neoplatoniatas que acreditavam serem as estrelas semelhantes ao nosso Sol, cada qual com seus próprios planetas e formas de vida, mas elaborou essa visão introduzindo elementos metafísicos e uma hierarquia cósmica de evolução espiritual. Aos seres das estrelas, ele denominou "antigos". Eram sobre-humanos e podiam ser invocados, desencadeando poderes terríveis sobre a Terra.

ONDE O NECRONOMICON PODE SER ENCONTRADO: 

 

Em nenhum lugar, com certeza, seria a resposta mais simples. Entre 1933-1938, desapareceram algumas cópias conhecidas do Necronomicon. Não é segredo que Adolf Hitler e pessoas do alto escalão de seu governo tinham interesse em ocultismo, e provavelmente apoderaram-se dessas cópias.
Há muitas fraudes modernas, mas são facilmente desmascaradas por uma total falta de imaginação e inteligência, qualidades que Alhazred possuía em abundância. Mas há boatos de um esconderijo dos tempos da 2º Guerra, que estaria localizado em Osterhorn, uma área montanhosa próxima à Salzburgo, onde haveria uma cópia do manuscrito original, escrita pelos nazistas e feita com a pele e o sangue de prisioneiros de campos de concentração.
Qual o motivo para o fascínio em torno do Necronomicon? Afinal, é apenas um livro, talvez esperemos muito dele e ele não possa mais do que despejar um grão de mistério no abismo de nossos anseios pelo desconhecido. Mas é um mistério ao qual as pessoas aspiram, o mistério da criação, o mistério do bem e do mal, o mistério da vida e da morte, o mistério das coisas que se foram. Nós sabemos que o Universo é imenso, além de qualquer limite da nossa imaginação, mas o que há lá fora? E o que há dentro de cada um de nós? Seria o Universo um espelho para nós mesmos? Seriam os "antigos" apenas uma parte mais profunda de nosso subconsciente, o ego definitivo, o mais autêntico "eu sou", que no entanto participa da natureza divina?

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Origem dos Lobisomens e a Guerra

Isto foi tudo o que conseguir achar sobre isso. Tem outra lenda que também postarei:

O Dilúvio que ocorreu para destruir a humanidade não afetou a casta dos vampiros. Eles sobreviveram à catástrofe arquitetada pelos anjos para acabar com a humanidade. Isso fez com que os anjos vissem potenciais inimigos na guerra que estaria por vir, pois esses vampiros já estavam condenados pela maldição, o Sheol já era destino certo a essas criaturas e Lúcifer já os estava esperando. O poder dos vampiros estava se tornando extremamente forte e perigoso para as pretensões celestiais.

Logo após o Dilúvio, Noé amaldiçoou o seu filho Cão, por vê-lo nu, envergonhado Cão saiu da presença
de seu pai. Infligido pela maldição do patriarca Cão foi procurado por um individuo que lhe prometera recompensas eternas. Cão já sem esperanças e deprimido aceitou o pacto, e selou o seu destino. O indivíduo em questão era um anjo, que desejava controlar a proliferação dos vampiros na Terra. O tal anjo concedeu poderes a Cão e a sua descendência para perseguir e matar os vampiros. Os descendentes de Cão se tornaram inimigos naturais dos vampiros, dizem que foi assim quem surgiram os lobisomens.

Anos de perseguição aos vampiros se sucedera. Os lobisomens não deram trégua, dos tempos da grande Babilônia a queda do Império Romano se travou batalhas intensas entre as casas de Cão e de Caim. Os lobisomens na sua forma animal eram praticamente indestrutíveis, não existia arma no mundo que penetrasse em seu couro e seu poder de cura na forma canina era impressionante. Por isso, a única forma de matar um lobisomem era quando este estivesse na sua forma humana. Já os vampiros são mortos se cortando-lhe a cabeça. Os vampiros não tinham como identificar um lobisomem, ao contrário dos lobisomens que sentiam a presença dos vampiros, isso por que, os lobisomens foram criados para caçar os vampiros, era seu instinto primário, era a força que regia sua alma. Os vampiros se transformavam quando se achava necessário, mas os lobisomens só tornavam a “besta fera” quando sentiam a presença de um vampiro próximo. Os lobisomens conseguiam perceber a presença de um vampiro num raio de 3 km, o que era pouco, pois nos primórdios da humanidade as cidades eram muito distantes umas das outras.

Os vampiros são racionais, claro, também são movidos pelo instinto, porém conseguem racionalizar suas atitudes e decisões, diferentemente dos lobisomens que se tornam irracionais na forma animal, partindo a caça por puro impulso, uma verdadeira máquina de matar. Esse nível de percepção do lobisomem lhe deu grande vantagem sobre os vampiros, eles sabiam onde procurá-los. E os vampiros não tinham nenhuma noção de quem poderia ser um lobisomem, poderia ser até mesmo um conhecido só esperando o momento certo para se transformar e por consequência atacá-lo. Vampiros vivem em grupos e os lobisomens sustentavam hábitos solitários. À proporção que era de 1000 vampiros para 1 lobisomem chegou a preocupantes 100 vampiros para 1 lobisomem na idade média.

Preocupados com a crescente investida dos lobisomens, os vampiros conjuraram e usaram o poder da Igreja Católica para investir contra seus inimigos. Aproveitando a sede de sangue da Santa Igreja e a cegueira dos seus líderes, os vampiros por meio de seus associados – Associado é um humano que quer se tornar vampiro ou simplesmente enriquecer e ganhar prestígio na sociedade – Nota-se que grande parte dos vampiros conseguiu certo grau de estatus na sociedade, pois em sua maioria vivem por muito tempo e acumulam riquezas.

Como são amaldiçoados, os vampiros não entravam nas igrejas e nem tocavam em símbolos religiosos, tudo que remetia a Deus era evitado por eles, por isso usaram os associados, muitos deles clérigos da época, para penetrar no seio da Igreja Católica e na Ordem dos Templários. A Santa Inquisição e as Cruzadas quase acabaram com os lobisomens que viviam na Europa, Ásia e norte da África, se a proporção no ano de 1100 a.D era de 100 vampiros para 1 lobisomem, duzentos anos depois a proporção era de 10000 vampiros para 1 lobisomem.

Lobisomens não são imortais, mas vivem o bastante, um lobisomem pode ultrapassar os 500 anos de vida. Os vampiros por sua vez são imortais. Nos tempos de hoje a luta entre vampiros e lobisomens perdeu um pouco de sua intensidade. Os vampiros conseguem assimilar melhor as mudanças que ocorrem no decorrer dos anos, porém os lobisomens são menos adaptáveis, por causa de seu instinto. Hoje é muito difícil encontrar um lobisomem, os vampiros conseguiram controlar a casta de lobos. Além do mais, os homens que são feridos por lobisomens não se tornam lobisomens, lobisomem gera outro lobisomem através da procriação, e é apenas na lua cheia que os homens lobos podem conceber outros lobisomens, dificultando assim a proliferação da raça. Não se sabe ao certo quantos lobisomens existem, a única certeza é que são poucos e isso pode explicar um pouco o fato do porque a proliferação da maldição anda em um ritmo um tanto que desesperado.

domingo, 17 de novembro de 2013

Assassinos Clássicos: Leatherface

Quem foi Leatherface? Essa é uma pergunta vaga, com uma história muito boa.


Vamos começar respondendo dentro do contexto de "Massacre da Serra Elétrica" , a serie de filmes idealizada por Tobe Hooper que mostra um serial killer que utiliza uma mascara de pele humana. Usando uma moto-serra ou uma marreta, Leatherface mata suas vitimas e depois arranca suas peles para "refazer" elas através de costura. O personagem possui uma demência, o que o impede de falar, as únicas coisas ouvidas são grunhidos e gritos. Alem de ser por culpa dessa demência ele é obrigado pelos os irmãos a matar, de tão "inocente" que ele é, não percebe que está acabando com a vida de outros.

Agora sim vamos pra real historia de Leatherface. Seu nome é Thomas Brown Hewitt.

Thomas nasceu com um deformidade no nariz, o que reforça o porque de usar uma mascara de pele. Sua família tinha como hábitos o canibalismo, vivendo em uma cidade isolada no Texas, EUA. A família de Leatherface é composta por seus irmãos Drayton Sawyer, Nubbin (Edward) e Chop-Top (William) e seus dois avós. O Xerife Hoyt também e Charles Hewitt, o tio de Leatherface.

Diferentemente do filme, Thomas não era demente, alias ele era conhecido como um pacato vendedor da cidade, ninguém nunca desconfiou dele ou de sua família Até que do dia 20 de agosto de 1973, a policia recebeu uma chamada anonima indicando um assassinato na fazendo da família Hewitt.

Foram encontrados dentro da propriedade dos Hewitt 33 corpos desconfigurados, a noticia logo saiu nos jornais americanos, como o "o mais grotesco caso de assassinato em massa de todos os tempos", no local estava Thomas vestindo uma mascara de pele humana, junto a uma moto-serra. A policia não chegou nem a abrir uma investigação, prenderam Thomas rapidamente. Usaram como desculpa seu nariz desconfigurado dizendo que ele matava outras pessoas por inveja.

Fato esse que logo depois caiu por terra, quando os desaparecimentos continuaram, e a policia começou a desconfiar que tinham prendido a pessoa errada.

Muitas pessoas falam que Ed Gein, foi a verdadeira inspiração para Tobe Hooper. Realmente Gein serviu de inspiração para inúmeros diretores que filmaram filme de terror/horror. Porem ele nunca matou ninguém com uma serra elétrica muito menos usava uma "mascara de pele humana", coisas que Thomas fazia constantemente.

Só existe uma foto do verdadeiro Leatherface, que foi tirada por policiais enquanto vistoriavam a propriedade dos Hewitt a procura dos corpos de vítimas. Os policiais nunca mais foram vistos novamente, o que leva a crer que também foram vitimas do Leatherface.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O Primeiro Vampiro - A Lenda de Caim

Muitas pessoas acreditam que o primeiro vampiro da história foi o Drácula, porém existe uma lenda que conta que na verdade o primeiro vampiro é muito mais antigo, tão velho que sua história é contada na Bíblia e seu nome é conhecido por muitos:

A lenda de Caim




Conta à história bíblica que Caim era irmão de Abel, sendo os dois filhos de Adão e Eva. O primeiro cuidava da terra e plantava, enquanto o segundo cuida de animais e também caçava, trazendo a carne para mesa de sua família.
Certa vez Caim quis levar ao seu Deus uma espécie de oferenda, trazendo-lhe frutos que cultivava e seu irmão Abel também ofertou algo, levando como oferta uma ovelha de grande valor, pois era a primogênita de sua criação.

Com muito gosto, Deus aceitou o que Abel lhe trouxe, mas o presente de Caim não foi aceito de bom grado, o que gerou raiva e descontentamento por parte dele, afinal ofertara o que tinha de melhor, as melhores frutas geradas pelas melhores sementes, além do suor de todo o trabalho que havia realizado para cultiva-las. Mesmo assim as ofertas de Abel eram sempre bem aceitas e as de Caim não.


Assim Caim foi ficando cada vez mais bravo e desiludido com aquilo. E certo dia Abel foi chamado por seu irmão até um lugar afastado e quando menos esperava, Abel foi atacado por Caim, que o golpeou com uma pedra, até ver o sangue do irmão espalhado pelo chão e só parou quando ele jazia morto no chão envolto em uma poça vermelha.

No outro, perante a presença de Deus, Caim foi questionado sobre o paradeiro de seu irmão, mas ele respondeu dizendo que não era seu cuidador e não sabia onde estava. Naquele momento tudo foi descoberto e amaldiçoado ele foi, como ninguém mais havia sido, afinal ele era primeiro assassino e deveria ser lembrado por sua maldade.

Dizem que Deus lhe amaldiçoou a vagar por esse mundo até os fins do tempo amargurando-se de seu pecado e por onde ele passasse flores e coisas vivas morreriam. Caim também não poderia mais contemplar a luz do Sol e sentiria a necessidade do sangue todos os dias, da mesma maneira que havia derramado o de seu irmão. Durante muito tempo Caim vagou pelo mundo, afinal fora expulso de onde vivia. Até chegar a Node, onde conheceu Lilith, uma mulher que lhe ensinou as poderosas artes do sangue e com seu poder Caim construiu uma próspera cidade. Mas apesar disso ele não era feliz, pois tudo era passageiro e as pessoas que amava morriam logo. Dessa maneira ele resolveu transformar os humanos que lá viviam em seres como ele, assim surgiram os primeiros vampiros.

Três teriam sidos os transformados por Caim e esses transformaram muitos outros, criando uma grande linhagem de vampiros, mas então veio o Dilúvio e muitos pereceram. Depois que as Terras secaram, Caim acreditou que aquilo era mais um ato de Deus para puni-lo por criar os vampiros, dessa maneira ordenou a todos que parassem com aquilo e ele mesmo sumiu no mundo.

Porém os netos mataram os “filhos” de Caim, pois não queriam seguir as regras ditadas por ele. E assim os vampiros começaram a se espalhar pelo mundo, sendo que cada um dos sete netos criam seus próprios clãs, cada um com suas características e poderes. Durante muitos anos eles lutaram uns contra os outros, querendo cada um o poder para si.

Com o tempo as batalhas foram diminuindo e cada um foi com seu clã para um canto do mundo, dessa maneira os vampiros se espalharam pelo planeta, vivendo na sombra da noite e pegando os desprevenidos para virarem alimento.

De Caim não se tem mais noticias, porém dizem que os vampiros só não dominaram o mundo por medo de ele voltar e acabar com todos, pois mesmo odiando Deus, Caim o teme e não quer ter seu nome amaldiçoado novamente.

Hoje os vampiros ocupam destaque em séries, filmes e livros, pois são a paixão dos adolescentes assim como os lobisomens. Mas todas essas lendas são apenas lendas? Ou são a verdade mais pura sobre as antigas civilizações?

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Entre Para a Equipe

Nós da Underworld GB abrimos vagas para alguns interessados em fazer parte da equipe do Blog. Queremos que vocês tenham em mente que precisamos de gente que entenda dos assuntos e tenha a curiosidade para pesquisar sobre esses tipos de coisa. Mandem um fomulário para https://docs.google.com/forms/d/1aTILx3rIB7ZIs3-E63_XtPnF2qxVGBJKXZUBuw5D9Zs/viewform
que veremos em seguida. Agradecemos antecipadamente caros membros do submundo ;)


sábado, 31 de agosto de 2013

Ouroboros




O ouroboros, oroboro, uroboro, uroborus, oroboros, uróboro entre outras formas de se escrever o nome é um dos símbolos que mais aparece em representações alquímicas, é um símbolo normalmente tem um significado simples e ao mesmo tempo profundo.O nome vem do grego οὐρά (oura) significa "cauda" e βόρος (boros) que significa "devora", mas existem que defenda que vem do latim algo como Ouroob, Ouro "rei" e Ob "serpente".

O ouroboro é representado como uma serpente, dragão ou outro réptil mordendo a própria cauda, ficando assim em forma circular, embora em algumas representações forme 2 ou mais círculos ou 2 ou mais serpentes mordendo uma a cauda da outra.

O significado do ouroboro possuí diversas interpretações, o infinito, o universo, o sem fim e por ai vai, mas a melhor palavra pode ser ciclos, mas ainda assim temos diversas interpretações que são amplas e as vezes divergentes.

Imagens da serpente mordendo a própria cauda aparece inicialmente na Grécia, Egíto e até China. Quetzalcoatl, um deus Asteca, é representado na "forma de ouroboro" em algumas figuras.

Na grande parte das vezes o ouroboro aparece junto de imagens simbólicas, algumas vezes passa até despercebido.
Abaixo temos o Arcano I do Taro de Rider Waite, The Magician, o mago usa um ouroboros na cintura, em algumas versões anteriores do Rider Waite o símbolo é mais difícil ainda de ser identificado.

                                    

Aqui abaixo temos um desenho de Gabriel Rollenhagen (1583-1619) da qual tem uma série de desenhos ricos em simbologia, a imagem tem escrito em latim "Finis Ab Origine Pendet" algo que traduzido fica como: "O Fim depende do Início."
A imagem quer dizer que a natureza vive em ciclos. Temos uma criança com um crânio, uma simboliza a vida e o outro a morte, estão numa paisagem que representa a natureza, e o Ouroboros em volta representando o ciclo, a vida que acaba e começa de novo.


Carl Gustav Jung fundador da psicologia analítica disse que o ouroboros era o a mandala básica da alquimia, um trabalho individual do ser humano dele mesmo, assim como a serpente que se alimenta dela mesma, o homem deve trabalhar ele mesmo para crescer.

E para fechar um Ouroboros de verdade:

Cordylus cataphractus